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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Doenças mentais afectam um milhão de portugueses
Mais de um milhão de portugueses - o que representa 11,5 por cento da população -, sofre em cada ano uma perturbação mental que tem reflexos na família, no meio laboral e na sociedade.
Estes são alguns dados revelados ao início desta quinta-feira por Caldas de Almeida, coordenador da Comissão Nacional para a Saúde Mental e comissário do Fórum “As Diferentes Faces da Saúde Mental”, que decorre ao longo do dia na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Caldas de Almeida sublinhou ao CM que os custos das doenças mentais têm um peso grande, mas remeteu a divulgação dos resultados do primeiro estudo nacional da prevalência das doenças mentais na população portuguesa para o dia 23 de Março. “Apesar de algumas diferenças, a realidade portuguesa não difere muito da de outros países. A Organização Mundial de Saúde revela que os custos directos e indirectos das doenças mentais representam três a quatro por cento do Produto Interno Bruto na perda de produtividade.”
No global, as doenças mentais são causa da perda de 70 a 140 dias de trabalho por ano.
Um estudo recente na Europa revela que 48 por cento dos doentes que necessitariam de cuidados de saúde mental não têm acesso, enquanto essa percentagem baixa para os oito por cento em relação aos diabéticos.
Dificuldade no acesso aos serviços de saúde, doentes sem tratamento, profissionais de saúde sem formação são alguns problemas diagnosticados por Caldas de Almeida.
Correio da Manhã, 25 Fevereiro 2010

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