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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Tratamento Psiquiátrico

A Importância do Tratamento
A maioria dos doentes recupera, ou pelo menos melhora com o tratamento. Segundo a American Psychiatric Association, os medicamentos aliviam os sintomas agudos da esquizofrenia ou da doença bipolar em 90% dos casos. Uma parte significativa dos indivíduos com algum tipo de perturbação mental pode retomar uma vida com qualidade se mantiver a terapia de longa duração que lhe foi recomendada.
Em Portugal, estima-se que quatro em dez tratamentos sejam interrompidos, sem consultar o médico. Segundo o Dr. Marques Teixeira, presidente do Colégio de Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos, na origem deste facto está a falta de consciência dos doentes da perturbação, o que os leva a abandonar a medicação quando sentem pequenas melhorias. De acordo com o especialista, para mais de dois terços dos doentes são necessários dois ou mais anos até ser encontrada a medicação adequada, que vai permitir a estabilização dos pacientes. A medicação ineficaz, alterada ou descontinuada pode levar ao reaparecimento de sintomas como a insónia, irritabilidade e depressão, conduzindo ao risco de recaída com um forte impacto negativo no equilíbrio dos doentes, na autonomia e no dia-a-dia das famílias.

Estigma Social
As doenças psiquiátricas e, em especial, as mais graves - identificadas como "doenças mentais" - são, com frequência, alvo de estigmatização que recai sobre as pessoas por elas afectadas e família. Segundo o psiquiatra e director de Serviço de Psiquiatria do Hospital Júlio de Matos "este estigma ou preconceito contribui para o isolamento do indivíduo, atrasa o contacto com os serviços de psiquiatria e saúde mental e tem marcada repercussão na qualidade das relações humanas".
Segundo a OMS, todos os anos, cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio, 86% das quais nos países de recursos mais pobres ou medianos. A maior parte dos indivíduos que se suicidam encontram-se na idade entre os 15 e os 44 anos. As perturbações mentais são, de longe, a causa mais frequente de suicídio.
O estigma que acompanha as doenças mentais e a discriminação dos doentes e das famílias impede, por vezes, que procurem os cuidados apropriados para o tratamento deste tipo de situações. O estigma e a marginalização social pode ocorrer com maior frequência em meios urbanos e suburbanos.

Reinserção na Comunidade
A American Psychiatric Association acredita que, a nível mundial, em cerca de dez pessoas com doença mental, oito possam voltar a ter vidas normais e produtivas. Para tal é necessário uma combinação de tratamento apropriado, com estruturas terapêuticas de apoio e alojamento.
A terapia ocupacional é um dos passos iniciais em todo o processo de reinserção e tem por objectivo dotar os doentes de novas capacidades e competências. Relacionadas com a reabilitação, existem ainda estruturas de formação profissional e de inserção no mercado de trabalho como o emprego protegido. A criação de residências assistidas para pessoas com doenças mentais graves e incapacitantes é outra importante iniciativa no esforço de reintegração na comunidade.
A inserção do doente mental na sociedade é complexa, sendo muito difícil conseguir um trabalho e mantê-lo. Em Portugal, calcula-se que menos de 10% dos doentes esteja envolvido em grupos de apoio social, sendo excluído do esforço de reintegração.





4 comentários:

  1. eh verdade... o paciente fica bem mas a sociedade nao os aceita. preferem fingir que nao o estao vendo. a gente se capacita faz cursos, faculdades mas nao eh aceito no mercado de trabalho. eu acho que o que afasta os pacientes mentais do trabalho eh o medo de perder sua aposentadoria...

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  2. o tratamento contra doenças mentais esta bem evoluido. mas o que da mesmo resultado eh a aposentadoria no final do mes...

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  3. Conseguir levar o doente mental ao psiquiatra é uma grande dificuldade.Alguém pode me ajudar?

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